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Datafolha: mais de um terço dos brasileiros se identificam com a direita e 22%, com a esquerda

Datafolha: mais de um terço dos brasileiros se identificam com a direita e 22%, com a esquerda

A maior parte dos brasileiros se identifica politicamente com a direita, segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 25. Entre os entrevistados, 35% se declararam como parte do espectro da direita e 11%, da centro-direita (46% da população total, portanto, está mais à direita). No outro polo, 22% disseram ter posicionamento político à esquerda, sendo outros 7% mais ligados à centro-esquerda (29% do total).

 

Outros 8% dos entrevistados não souberam responder. A pesquisa do Datafolha ouviu 2.002 pessoas, com 16 anos ou mais, em 113 municípios do Brasil, entre os dias 2 e 4 de dezembro. A margem de erro dos dados gerais da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

Foi pedido aos entrevistados para que se posicionassem numa escala de 1 a 7 -na qual 1 correspondia à posição máxima à esquerda e 7, a máxima à direita.

 

A mesma pesquisa também mostrou leve vantagem numérica dos petistas em relação aos bolsonaristas. Foi pedido aos entrevistados para que se posicionassem numa escala de 1 a 5, na qual 1 era bolsonarista e 5, petista.

 

Como resposta, 40% se classificaram como simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e 36% como apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Além disso, 18% se posicionaram na faixa de neutros, 6% disseram não apoiar nenhum deles e 1% não soube responder.

 

Desde 2022, o Datafolha vem realizando uma série história de posicionamento de petistas e bolsonaristas. Os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram maioria em 9 dos 11 levantamentos feitos.

 

Nas eleições presidenciais de 2026, petismo e bolsonarismo devem se enfrentar novamente nas urnas. De um lado, Lula sinaliza que tentará a reeleição para um quarto mandato. Como Jair Bolsonaro está preso e impedido de concorrer, o nome apontado por ele para a disputa é o de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

 

Alguns grupos políticos da centro-direita, porém, ainda têm expectativas de emplacar a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

 

Faixa etária, religião e escolaridade

 

A direita também predomina em todas as faixas etárias. Entre os entrevistados com 60 anos ou mais, 42% se declaram à direita, 25% à esquerda e 9% de centro. Os mais jovens, de 16 a 24 anos, porém, se posicionam mais ao centro (30%), sendo 26% os que se dizem de direita e 16% os de esquerda.

 

Com relação à escolaridade, 41% dos que se dizem de direita têm menos anos de estudo, enquanto 26% se dizem de esquerda e 8%, de centro.

 

Já no recorte por religião, 36% dos católicos e 42% dos evangélicos se posicionam à direita. Os que se classificam à esquerda são 24% e 16% respectivamente em cada grupo.

 

Entre os que se disseram de esquerda, 9% afirmaram ter votado em Bolsonaro na eleição de 2022. No grupo identificado com a direita, 22% declararam voto em Lula.

 

 

 

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