O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, nesta quarta-feira (17), a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar em duas décadas. A decisão já era esperada pelo mercado, mas confirma a estratégia do Banco Central de manter a economia em estado de freio de mão puxado para conter a inflação.
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela influencia tudo: o custo do cartão de crédito, o financiamento de imóveis e veículos, os empréstimos pessoais e também a remuneração da renda fixa.
Quando sobe, o objetivo é reduzir o consumo e segurar a alta dos preços. Quando cai, o crédito fica mais barato e a atividade econômica tende a acelerar.
Manter os juros em 15% mostra que a inflação ainda preocupa. Os preços de serviços continuam pressionados e o consumo interno segue aquecido. Com isso, o Banco Central prefere errar pelo excesso de cautela a arriscar uma nova escalada inflacionária.
Para quem está endividado, o cenário é duro. O rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, que já são caríssimos, ficam ainda mais pesados. Famílias com orçamento apertado sentem de imediato a dificuldade de rolar dívidas.
Por outro lado, os juros altos também criam oportunidades. Aplicações simples como Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária e até fundos de renda fixa entregam rentabilidades expressivas e com segurança. Quem consegue se organizar para poupar agora planta um terreno fértil para colher no futuro.
O próprio Banco Central sinaliza que este deve ser o fim do ciclo de alta, mas não o início imediato de cortes. A expectativa é de que a Selic permaneça nesse patamar até que a inflação mostre sinais mais claros de desaceleração. Em outras palavras, não espere crédito barato no curto prazo.
Manter a Selic em 15% é um lembrete de que a educação financeira nunca foi tão necessária. Quem continuar dependendo do crédito fácil vai sentir cada vez mais o peso dos juros. Quem souber poupar, investir e se planejar, mesmo com pouco, vai encontrar oportunidades únicas.
A crise não atinge todos da mesma forma. Para uns, é sufoco. Para outros, é a chance de construir o futuro. A diferença está em como você decide usar seu dinheiro hoje.
Alberto Pompeu
Educador financeiro e colunista do Diário do Nordeste
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