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Calendário eleitoral de 2026 entra em fase decisiva após fim da janela partidária

Calendário eleitoral de 2026 entra em fase decisiva após fim da janela partidária

Com as eleições gerais de 2026 se aproximando, o calendário eleitoral definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece uma série de prazos e regras que devem ser seguidos por eleitores, pré-candidatos e partidos políticos. Após um mês de abril marcado pelo fim da janela partidária e pela reorganização das forças políticas, o cronograma avança agora para etapas decisivas até junho.

O pleito está marcado para o dia 4 de outubro, quando os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados. Caso necessário, o segundo turno acontece em 25 de outubro.

Abril esticou o calendário com articulações políticas

O mês de abril foi um dos mais movimentados até agora, com o encerramento da janela partidária no dia 4. O período permitiu que parlamentares trocassem de legenda sem perda de mandato, o que resultou em uma intensa reorganização política, especialmente em estados como Pernambuco.

Além disso, também marcou o prazo final para que pré-candidatos estivessem com filiação partidária definida e domicílio eleitoral regularizado, requisitos essenciais para disputar as eleições.

Maio: prazo final para regularização do título e início da arrecadação

O calendário entra em uma fase mais voltada ao eleitor e à estrutura do processo eleitoral no mês de maio.

O dia 6 de maio é considerado uma divisória. Até essa data, cidadãs e cidadãos devem solicitar a emissão do título de eleitor, realizar transferências de local de votação ou atualizar dados cadastrais. Após esse prazo, o cadastro eleitoral é fechado para novas alterações.

Entre os dias 13 e 15 de maio, ocorre o Teste de Confirmação dos Sistemas Eleitorais, etapa técnica que verifica a eficácia das correções realizadas após o Teste Público de Segurança das urnas. A iniciativa faz parte das ações de transparência e segurança do processo eleitoral.

Ainda em maio, a partir do dia 15, pré-candidatos estão autorizados a iniciar a arrecadação prévia de recursos por meio de financiamento coletivo. No entanto, essa modalidade não permite pedidos explícitos de voto e deve seguir regras específicas da legislação eleitoral.

Junho: definição de recursos e restrições na comunicação

Já no mês de junho, o foco se volta para o financiamento das campanhas e para as primeiras restrições mais diretas no processo eleitoral.

O dia 16 de junho é o prazo final para a divulgação do montante do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, que será distribuído entre os partidos para custear as campanhas.

Outra data importante é 30 de junho, quando passam a valer restrições para emissoras de rádio e televisão. A partir desse dia, fica proibida a veiculação de programas apresentados ou comentados por pré-candidatos, medida que busca garantir equilíbrio na disputa eleitoral.

Regras que já estão em vigor

Além dos prazos específicos de maio e junho, algumas regras já estão valendo desde o início do ano. Entre elas, a obrigatoriedade de registro prévio de pesquisas eleitorais antes da divulgação e a proibição de distribuição gratuita de bens por parte da administração pública, salvo exceções previstas em lei.

 

 

 

 

 

 

Alex Gomes

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