Declarações aconteceram durante um evento de lideranças tucanas em Brasília, nesta terça-feira (14).
O presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), o deputado federal Aécio Neves, defendeu publicamente, nesta terça-feira (14), durante um evento de lideranças da legenda, em Brasília, o nome do ex-ministro Ciro Gomes como candidato a mais uma tentativa para presidente da República. O convidado, por sua vez, não descartou a ideia de imediato, embora esteja costurando a candidatura a governador.
Nas palavras de Aécio, o pleito de outubro não estaria definido e que os tucanos querem "contribuir de forma mais efetiva o debate nacional" e propor um "projeto de desenvolvimento". Segundo o dirigente partidário, após conversar com aliados e com o próprio Ciro, estaria estimulando o político "a se colocar como uma alternativa para o Brasil".
"Não encontro hoje, no quadro político nacional, alguém com tantas qualificações, tão atualizado em relação à realidade brasileira e com tanta contribuição a dar ao Brasil. Portanto, como presidente nacional do PSDB, apesar de reconhecermos que ele tem hoje um projeto exitoso e muito bem construído no Ceará, mas Ciro é hoje maior do que as fronteiras do seu grandioso estado", argumentou o presidente do PSDB Nacional.
"E por isso fiz a ele um apelo para que ele se disponha a liderar um novo caminho para o Brasil, um caminho do centro democrático, um caminho liberal na economia, inclusive do ponto de vista social, responsável no campo da gestão pública", destacou.
Aécio Neves reforçou que "a partir deste momento, "o PSDB oferece ao debate nacional a figura qualificadíssima, preparada e corajosa de Ciro Gomes".
Candidato ao cargo máximo do Executivo federal em quatro ocasiões (1998, 2002, 2018 e 2022), e derrotado em todas elas, o membro do clã Ferreira Gomes não dispensou de pronto o convite e disse que o grupo político precisaria "amadurecer essa ideia".
Ao que afirmou o político, ele recebeu "com muita honra e alguma surpresa" a convocação do PSDB. "Como disse o presidente Aécio, eu estou construindo, até o presente momento, por um imperativo meu de dever com a minha comunidade, com o estado que me deu origem, que é o estado do Ceará, uma alternativa ao governo do estado lá", frisou.
E continuou: "Entretanto, um apelo, uma lembrança ou uma convocação como essa que me foi feita agora, não pode ser considerada apenas um agrado ao meu já sofrido coração. Há que ser uma convocação a ser amadurecida, amadurecida junto à minha comunidade, antes de mais nada ao Ceará, de onde eu venho, às pessoas que me deram a honra e a alegria de participar da vida pública brasileira".
Ciro afirmou que não descartaria imediatamente o convite em função da sua atenção com relação aos índices econômicos e outras problemáticas sociais, assim como afirmou acreditar na possibilidade de uma alternativa ao cenário polarizado previsto para a eleição deste ano.
"Democracia não sobrevive só desse ciclo de voto de quatro em quatro anos. Hoje, se nós somarmos as rejeições recíprocas dos tais intérpretes da polarização despolitizada, nós temos 80% do povo brasileiro votando A porque não quer votar em B, votando B porque não quer votar em A. Vamos então, meu caro Aécio, amadurecer com muito respeito", respondeu.
"Eu não sei o que resta de lembrança no povo brasileiro da minha caminhada já de quatro eleições. Mas a minha angústia com o Brasil não me permite descartar tudo e simplesmente. E o meu respeito e os meus deveres com o Ceará, também não me permitem aceitar prontamente o desafio. Amadureçamos", completou.
Escrito por
Beatriz Matos, Bruno Leiteproducaodiario@svm.com.br
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