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Brasil estuda responder a Trump com tarifas recíprocas

O presidente Lula teria autorizado uma análise interna para determinar a reciprocidade contra Trump

Brasil estuda responder a Trump com tarifas recíprocas

Brasil estuda a imposição de tarifas recíprocas aos Estados Unidos, depois que o presidente Donald Trump aplicou uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, indicaram fontes do governo à AFP, nesta quinta-feira (28).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou uma análise interna para determinar se o País pode tomar medidas de represália contra a "guerra comercial" lançada por Trump, motivada pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços terá 30 dias para determinar se as tarifas americanas se enquadram na Lei de Reciprocidade. Se esse for o caso, um grupo de especialistas vai elaborar "propostas de contramedidas", que podem incluir tarifas recíprocas. Segundo uma fonte diplomática, o governo brasileiro vai informar formalmente nesta sexta-feira (29) aos Estados Unidos a decisão. "O espaço para consultas diplomáticas permanece aberto."

Mais cedo, o presidente Lula havia expressado sua frustração, durante um evento do Governo: "A gente não conseguiu falar com ninguém dos Estados Unidos."

A relação entre os dois países se encontra "em ponto-morto" desde a entrada em vigor das tarifas, no último dia 6. Sancionada em abril, a Lei de Reciprocidade autoriza o Executivo a suspender concessões comerciais e investimentos, entre outras medidas.

Impulsionamento da Indústria

O Governo Federal anunciou, nessa segunda-feira (25), um crédito de R$ 12 bilhões para a renovação do parque industrial brasileiro, no que está sendo chamado de indústria 4.0. O decreto foi assinado pelo presidente Lula (PT). Também participaram da cerimônia de assinatura o presidente do BNDES, Aloísio Mercadante; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; e o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“Ao invés de depreciar a compra de máquinas e equipamentos em 15 anos, é preciso depreciar a cada dois. Um forte estímulo à renovação industrial”, disse o vice-presidente.

A ideia do decreto é que o maquinário das empresas brasileiras seja atualizado com mais rapidez, com maior digitalização dos equipamentos e recursos de inteligência artificial

O decreto vem em meio ao "tarifaço" de 50% sobre os produtos brasileiros aplicado pelo presidente dos Estado Unidos, Donald Trump. As tarifas entraram em vigor no dia 6 deste mês, após serem adiadas por alguns dias.

Para Alckmin, segundo O Globo, o decreto desta segunda deve somar-se ao pacote emergencial já anunciado pelo Governo para contornar os efeitos das tarifas.

“São várias medidas sendo tomadas em relação ao 'tarifaço'. Este projeto de estímulo à compra de bens de capital já vinha sendo pensado há meses, mas ganha ainda mais importância neste momento. Ele melhora a competitividade da indústria brasileira, permitindo que ela produza melhor e a preços mais baixos, tanto para o mercado interno quanto para exportar”, afirmou o gestor.

 

 

 

 

Escrito por

AFP / DIARIODONORDESTE

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